
Como ser ético no uso e proteção de dados
5 Março 2025
Você sabe quais são alguns dos atributos que fazem com que as empresas se destaquem em relação à concorrência? Cuidar dos dados pessoais de seus stakeholders, clientes e equipes.
Você sabia que existem empresas que se dedicam a vender seus dados? Que quando você recebe uma ligação de um número desconhecido, pode ser porque alguma companhia vendeu suas informações pessoais? Que aqueles e-mails de spam não surgem do nada, mas sim porque seu e-mail foi vazado? Isso, amigos e amigas, é um mau uso e uma proteção inadequada dos dados pessoais (e, sem saber, muitos de nós já cedemos até mesmo os direitos sobre nossos próprios dados). Por isso, as empresas devem ser cautelosas, éticas e responsáveis com as informações de seus stakeholders, clientes e equipes.
Leia atentamente, pois vamos te contar mais sobre o assunto!
A importância da ética e transparência no uso de dados
A digitalização transformou a maneira como as empresas gerenciam informações, tornando os dados um dos ativos mais valiosos de qualquer organização. Nesse contexto, a ética e a transparência no uso dos dados não são apenas obrigações legais, mas também elementos estratégicos para construir relações de confiança com clientes e colaboradores. Afinal, quem confiaria em uma empresa que faz mau uso das suas informações?
Aqui na Pluxee a gente acredita que o gerenciamento responsável das informações é fundamental para o sucesso de longo prazo de qualquer negócio. Nossa missão é garantir práticas éticas e transparentes no tratamento de dados, assegurando que cada operação seja realizada com o máximo respeito à privacidade e à segurança dos usuários.
Estudos recentes de instituições reconhecidas, como a PwC, mostraram que 87% dos consumidores deixariam de interagir com uma empresa se desconfiassem da forma como seus dados são gerenciados. Esse dado reforça a importância de contar com políticas robustas de proteção de dados, pois uma gestão inadequada pode resultar em perdas financeiras, danos à reputação e sanções regulatórias.
Alguns casos emblemáticos na América Latina
Peru
No Peru, foram registrados casos que evidenciam os riscos de uma gestão inadequada da informação. Um exemplo é o incidente ocorrido recentemente (início de 2025), quando dados médicos de uma figura pública renomada vazaram durante seu atendimento em uma clínica de Lima. A repercussão do caso levou as autoridades de saúde a iniciarem investigações e a considerarem multas de até 1.605.000 soles peruanos por violação da privacidade do paciente.
Outro incidente no Peru envolveu um grande banco de Lima, que em 2023 sofreu um ciberataque comprometendo as informações de aproximadamente 150.000 clientes. Esse episódio evidenciou vulnerabilidades nos sistemas de segurança e a necessidade urgente de investir em **tecnologias de proteção e na capacitação de equipes especializadas em cibersegurança.
Brasil
No Brasil, a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) marcou um divisor de águas na regulamentação do tratamento de dados pessoais. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já iniciou diversos processos sancionadores contra empresas que não cumprem os padrões exigidos, ressaltando a importância da transparência e do consentimento informado em cada operação de tratamento de dados.
Uruguai
No Uruguai, o chamado "Caso Astesiano" evidenciou a gravidade da falsificação de documentos e do acesso ilegal a dados pessoais. Durante 2022, uma rede criminosa foi descoberta facilitando a obtenção fraudulenta de passaportes por meio da manipulação de registros oficiais, o que destacou a necessidade de reforçar os mecanismos de controle e auditoria na gestão de informações sensíveis.
Outro caso no Uruguai envolveu uma empresa de tecnologia que sofreu um vazamento de segurança, expondo os dados de mais de 50.000 usuários. O incidente obrigou a empresa a revisar e atualizar seus protocolos de cibersegurança, mostrando que a transparência na gestão de incidentes é essencial para recuperar a confiança dos clientes.
Chile
No Chile, a coleta de dados biométricos pela empresa Worldcoin em 2021 gerou um intenso debate sobre privacidade e consentimento. Mais de 200.000 cidadãos participaram do processo em troca de criptomoedas, sem compreender completamente as implicações de fornecer informações tão sensíveis. O caso levou a investigações e a um chamado por maior alfabetização digital.
Outro incidente no Chile ocorreu em 2024, quando um grande banco de Santiago foi multado por negligência na proteção de dados de aproximadamente 80.000 clientes. A situação mostrou a necessidade de que as instituições financeiras implementem sistemas mais robustos e transparentes, garantindo o controle e a segurança das informações pessoais de seus usuários.
O que dizem os especialistas?
Especialistas em cibersegurança e gestão de dados destacam a importância de adotar uma cultura de transparência.
“As empresas que integram princípios éticos em sua estratégia de dados se diferenciam no mercado e geram confiança nos clientes.”
Dr. Gabriel Ocaña, acadêmico da Universidade de Buenos Aires
“Investir em cibersegurança e em políticas de dados claras é investir no futuro da empresa.”
Lisa Gómez, analista sênior de privacidade na IBM e ex-aluna da Universidade de Stanford
Adotar práticas éticas é, sem dúvida, o caminho para um futuro empresarial mais seguro e próspero. Seja cuidadoso com o tratamento de dados pessoais, bases de dados e a privacidade de seus clientes e equipe! Não se esqueça de adotar medidas de segurança adequadas e manter um regulamento geral de proteção de dados atualizado.
Aqui na Pluxee, estamos convencidos de que ética e transparência na gestão de dados são a base para construir relações comerciais sólidas e duradouras. Ao priorizar a proteção da informação e cumprir com as normativas vigentes, não apenas evitamos sanções e danos reputacionais, mas também fortalecemos a confiança de todos os nossos stakeholders.