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Sodexo Club

Ganhou peso na pandemia? Bem-vindx ao clube!

10/08/20 18:33

Em casa e com tanta ansiedade, muitos de nós acabaram comendo mais do que o normal. Mas, será que é hora de se preocupar com isso?

 

Ganho de peso na pandemia

 

Quem não botou a mão na massa (literalmente) algumas vezes durante a pandemia que atire o primeiro bolinho de chuva. Em casa, nós nos deparamos com a descoberta da cozinha e das comidas confortáveis. Os bolos e pães viraram uma febre – a ponto de terem apelidado o período de quarentena de “pãodemia”.

 

Some a isso o estresse e a ansiedade, além da falta de tempo ou de motivação para fazer atividade física, e o resultado é muita gente vendo os os ponteiros da balança.

 

Embora um levantamento feito por um grupo de pesquisadores tenha mostrado que seis em cada 10 brasileiros mantiveram o peso na quarentena imposta pelo coronavírus, ele também apontou que quase metade das pessoas sente mais vontade de comer, mesmo sem fome.

 

A pesquisa foi feita com 1.470 pessoas, que responderam a um questionário pela internet. Os dados mostram que 23% dos entrevistados ganharam peso e o ganho médio foi de 2,8 quilos.

 

Estamos comendo com o fígado?

 

“Nunca imaginamos viver o que estamos experimentado hoje. E essa situação nova desencadeia sentimentos que não costumávamos ter quando nossa vida era ‘normal’, como medo, frustração, angústia e ansiedade”, afirma Soraia Batista, nutricionista da Sodexo.

 

“Acabamos descontando isso na comida, saindo de nossa rotina alimentar. É o chamado ‘comer emocional’, porque a comida traz conforto.”

 

Para Soraia, é importante entendermos nossos sentimentos para que a gente possa identificar se o que temos é de fato fome ou se apenas precisamos de uma sensação de bem-estar. “Alimentos gordurosos nos dão essa sensação. E comer muitos alimentos gordurosos, claro, acaba afetando nossa saúde.”

 

Segundo ela, uma boa estratégia é identificarmos quais são os momentos em que temos essas vontades para providenciarmos alternativas. “Pense se, de fato, você está com fome daquele alimento. Se a resposta for sim, permita-se comer um pouco. Melhor ainda é dar preferência para alimentos mais saudáveis que podem substituir aquilo.” Por exemplo: em vez de chocolate ao leite, opte pela versão 50% cacau.

 

Mas é hora de se preocupar com o peso?

 

“Temos que levar em consideração que estamos vivendo uma fase muito diferente. Não é o momento de nos sentirmos culpado por termos ganhado um pouco de peso”, afirma Soraia. “Temos que ser mais gentis conosco durante esse período.”

 

Segundo um artigo do site da Yale Medicine, a clínica médica da Universidade Yale, se você ganhou um pouco de peso, mas ainda está na faixa ideal de IMC, relaxe. O problema é quando você saiu dela.

 

IMC é o índice de massa corporal. Ele é calculado quando você divide seu peso por sua altura ao quadrado. “Seu IMC é considerado saudável se estiver entre 18,5 e 25 e você vai estar acima do peso se o IMC for entre 25 e 30. Quando ele atinge 30, as pessoas começam a ter muita dificuldade para perder peso sem apoio e intervenções médicas”, afirma o artigo.

 

Para os especialistas de Yale, se você ainda estiver na faixa de peso normal e tiver ganhado até 5 ou 6 quilos, o peso extra não costuma causar grande impacto em sua saúde. “Mas, se você estiver acima do peso ou obeso, a perda de 7 a 10% do seu peso pode ter um impacto positivo em condições como doenças cardíacas, doenças do fígado e dores nas articulações.”

 

Não custa lembrar que a obesidade é um fator de risco para a Covid-19. Em sua forma grave, a obesidade aumenta a chance de um problema respiratório perigoso chamado síndrome do desconforto respiratório agudo.

 

“Além disso, as pessoas com obesidade grave são mais propensas a ter outras doenças crônicas e condições de saúde que podem aumentar a gravidade da Covid-19, caso sejam infectadas”, diz o artigo de Yale.

   

Como perder peso na pandemia?

 

Não tem varinha mágica que resolva – tudo é pura matemática. Para perdermos peso precisamos gastar mais calorias do que ingerimos. “Para isso, atividade física é importante – até porque ela também nos traz sensação de bem-estar”, explica Soraia.

 

“Não precisamos nos privar de comer nada, mas não devemos esquecer que é importante para o metabolismo nos mantermos ativos”, explica a nutricionista. “Muita gente que faz dietas restritivas prejudica a imunidade  e, definitivamente, não é o momento para isso.” É esencial incluirmos em todas as refeições grãos integrais, vegetais e carnes magras, além de frutas.

 

Até hoje não inventaram nada mais eficiente que alimentação balanceada aliada à atividade física, diz Soraia. “É bom, para a prática de exercícios, ter orientação de um especialista. E hoje, por mais que as academias não estejam funcionando normalmente, é fácil conseguir isso: há aplicativos e profissionais fazendo lives, por exemplo.”

 

Além de alimentação equilibrada e exercício, sono de qualidade é essencial para a perda ou a manutenção do peso. Para isso, tenha uma rotina, com um horário para acordar e dormir todos os dias. E não se esqueça de que devemos ter no mínimo sete horas de sono por noite. Há várias evidências científicas de que as pessoas que não dormem o suficiente têm mais chance de estar acima do peso.

 

Por fim, precisamos tentar controlar nosso estresse. Como fazer isso? Cada um vai ter uma receita individual. Valem fé, ioga, exercícios respiratórios, meditação, mindfulness…

 

Outra boa dica é usar as redes sociais com moderação. Estudos sugerem que ficar muito tempo conectado tem ligação com o aumento da ansiedade e da depressão. E isso definitivamente faz muito bem para nossa saúde.

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Este artigo sobre como manter uma alimentação saudável na pandemia é resultado de uma parceria da Sodexo com o Projeto Draft.


Conheça mais.

Alguns conteúdos para ajudar você a manter a saúde:


E-book: alimentação saudável na pandemia

Vídeo: como manter a boa alimentação durante a quarentena