
A empresa pode diminuir o valor do vale-refeição ou vale-alimentação?
31 Março 2025
Quais são as consequências de reduzir o valor de dois benefícios tão importantes para o trabalhador? Veja aqui!
O vale-refeição e o vale-alimentação são benefícios essenciais para os trabalhadores brasileiros, garantindo acesso à alimentação durante a jornada de trabalho e contribuindo para o bem-estar dos colaboradores.
E justamente por serem tão importantes, é comum que, eventualmente, uma das dúvidas entre gestores de Recursos Humanos sobre esse tema seja acerca da possibilidade de reduzir o valor desses benefícios.
Nesse post, a Pluxee vai esclarecer se a empresa pode diminuir o vale-refeição ou o vale-alimentação, quais são as consequências dessa decisão e quais boas práticas podem ser adotadas para evitar impactos negativos na relação com os colaboradores.
Confira!
O vale-refeição e o vale-alimentação são obrigatórios?
Antes de entender se a empresa pode reduzir o valor desses benefícios, é importante saber que a concessão do vale-refeição e do vale-alimentação não é obrigatória por lei. Entretanto, muitas empresas optam por oferecê-los como um diferencial competitivo para atrair e reter talentos.
No entanto, em alguns casos, a obrigatoriedade pode existir se estiver prevista em:
- Convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho;
- Contrato individual de trabalho;
- Política interna da empresa.
Se a empresa concede o benefício espontaneamente, sem nenhuma dessas previsões, ela tem mais flexibilidade para ajustar seu valor. Porém, caso haja previsão em norma coletiva ou contrato, qualquer redução pode ser considerada irregular e passível de questionamentos.
Além disso, algumas categorias profissionais contam com benefícios estabelecidos por normas específicas do setor. Dessa forma, é essencial que o RH esteja sempre atento às regras aplicáveis à sua área de atuação e às condições firmadas com os colaboradores.
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A empresa pode reduzir o valor do vale-refeição ou vale-alimentação?
Quando perguntamos se a empresa pode diminuir o vale-alimentação ou o vale-refeição, a resposta depende de diferentes fatores.
A empresa pode reduzir o valor dos benefícios se não houver previsão legal ou contratual que obrigue a manutenção do montante original. Porém, se a concessão estiver assegurada em convenção coletiva ou contrato de trabalho, qualquer alteração unilateral pode ser considerada uma prática ilegal, podendo resultar em processos trabalhistas.
Além disso, caso a empresa participe do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), a redução pode impactar sua adequação ao programa, uma vez que ele visa garantir a segurança alimentar dos trabalhadores.
Já quando perguntamos se a empresa pode parcelar o vale-alimentação ou o vale-refeição, a resposta é não — por mais que eles não sejam benefícios obrigatórios por lei, ainda é necessário que eles sigam regulamentações dentro da CLT, e uma delas determina que eles devem ser pagos antes do início do mês de trabalho, de forma integral, para que o colaborador possa utilizá-los durante o mês que se inicia.
O que diz a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)?
A CLT não obriga as empresas a concederem vale-refeição ou vale-alimentação. No entanto, o art. 468 da CLT determina que alterações contratuais não podem ser prejudiciais ao empregado — ou seja, se um trabalhador recebe um valor fixo mensalmente e a empresa decide reduzi-lo sem justificativa, isso pode ser interpretado como alteração lesiva ao contrato.
Vale lembrar que, se o benefício for habitual e integrado à remuneração do colaborador, qualquer mudança pode gerar questionamentos jurídicos. Além disso, a legislação trabalhista visa garantir que nenhuma modificação prejudique o poder de compra e a qualidade de vida do trabalhador.
E o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)?
Empresas inscritas no PAT têm incentivos fiscais ao oferecer benefícios alimentares aos colaboradores. No entanto, esses incentivos só são garantidos quando a empresa assegura a qualidade do benefício. Reduzir o valor dos benefícios sem justificativa pode comprometer a participação no programa e os descontos fiscais associados.
O PAT foi criado para melhorar a nutrição dos trabalhadores e aumentar a produtividade. Portanto, qualquer empresa que deseja se manter no programa deve garantir que suas práticas estejam alinhadas às diretrizes estabelecidas.
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Quais podem ser as consequências da redução do vale-refeição ou vale-alimentação?
Se uma empresa decide diminuir o valor desses benefícios sem critério ou justificativa plausível, pode enfrentar diversas consequências negativas, incluindo:
1. Insatisfação e desmotivação dos colaboradores
O vale-refeição e o vale-alimentação impactam diretamente a qualidade de vida dos empregados, e por isso, uma redução pode gerar insatisfação, afetando a produtividade e o engajamento dos profissionais. Trabalhadores desmotivados podem desempenhar suas funções de maneira menos eficiente, impactando os resultados do negócio.
2. Aumento do turnover
A diminuição desses benefícios pode levar colaboradores a buscarem novas oportunidades em empresas que oferecem melhores condições, aumentando o índice de turnover e gerando custos adicionais com recrutamento e treinamento. Além disso, a saída de talentos pode comprometer a cultura organizacional e o alinhamento estratégico da equipe.
3. Riscos trabalhistas
Se a redução do benefício for interpretada como uma alteração lesiva ao contrato de trabalho, a empresa pode enfrentar processos judiciais e ser obrigada a restituir os valores reduzidos. Dependendo do contexto, isso pode gerar ações coletivas movidas por sindicatos ou grupos de funcionários.
4. Impacto na reputação da empresa
Empresas que reduzem benefícios essenciais sem transparência ou justificativa podem ter sua imagem prejudicada no mercado, dificultando a atração de novos talentos. Candidatos atentos às práticas da empresa podem optar por concorrentes que valorizam mais os colaboradores.
5. Redução do bem-estar e da produtividade
O fornecimento adequado de benefícios alimentares está diretamente ligado à saúde dos colaboradores. A falta de acesso a uma alimentação adequada pode resultar em fadiga, menor capacidade de concentração e aumento do absenteísmo por questões de saúde.
Como evitar problemas ao revisar benefícios?
Se a empresa precisar revisar o valor dos benefícios, é essencial adotar boas práticas para evitar impactos negativos. Algumas estratégias incluem:
1. Avaliar alternativas
Antes de reduzir valores, a empresa pode considerar outras alternativas, como parcerias com redes de alimentação ou mudanças no formato dos benefícios (como cartões multibenefícios que englobem refeição e alimentação). Outra possibilidade é a busca por melhores condições junto às operadoras de benefícios.
2. Comunicar de forma transparente
Se houver necessidade de ajuste nos benefícios, é essencial comunicar a decisão de forma clara e honesta, explicando os motivos e mostrando que a empresa está comprometida com o bem-estar dos colaboradores. A transparência pode minimizar impactos negativos e reforçar a confiança na organização.
3. Buscar consenso com o sindicato
Se o benefício for previsto em convenção coletiva, qualquer mudança deve ser negociada com o sindicato para evitar riscos trabalhistas. A negociação sindical pode ajudar a encontrar um equilíbrio entre as necessidades da empresa e as expectativas dos colaboradores.
4. Monitorar o impacto da decisão
Após qualquer alteração, é importante monitorar a percepção dos colaboradores e fazer ajustes conforme necessário. Pesquisas internas e feedbacks contínuos podem ajudar a identificar impactos e otimizar a política de benefícios da empresa.
5. Manter um planejamento financeiro sustentável
A melhor forma de evitar reduções drásticas de benefícios é ter um planejamento financeiro sustentável. Empresas que gerenciam bem seus custos conseguem manter um pacote atrativo de benefícios, garantindo satisfação e retenção de talentos.
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Equilíbrio entre benefícios e sustentabilidade financeira
A redução do valor do vale-refeição ou vale-alimentação é uma decisão delicada e deve ser feita com cautela para evitar impactos negativos na relação com os colaboradores e no cumprimento da legislação.
Empresas que valorizam seus profissionais e oferecem um pacote de benefícios competitivo tendem a ter melhor clima organizacional e maior retenção de talentos, fortalecendo sua reputação no mercado. E por isso, o RH deve sempre buscar um equilíbrio entre sustentabilidade financeira e a valorização do capital humano para garantir um ambiente de trabalho cada vez mais saudável e produtivo.
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